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O que é o plano do swing — e como medir o teu

Descer por cima (steep), por baixo (flat), vir por fora (over the top), ficar preso por dentro. Quatro expressões que os golfistas ouvem constantemente e para as quais quase nunca veem um número. Aqui fica o que o plano é, o que os números dizem e como ler o teu.

Resposta curta

O teu plano do swing — o swing plane — é o ângulo por onde o taco passa ao descer até à bola. Mede-se em relação à linha que o teu shaft faz no address — prolonga essa linha e tens o plano de referência. O que importa não é estares acima ou abaixo dele, mas quanto da descida passas perto dele, e se cruza por cima do teu plano do cotovelo na descida.

Porque é que o plano do swing interessa

O plano é o ângulo por onde o taco desce. Vir por fora — over the top — corta a bola de fora para dentro, e sai um slice, ou um pull para a esquerda. Ficar preso demasiado por dentro faz o contrário: a bola parte para a direita, ou vira num hook. (As direções são as de um jogador destro.) A ideia é o taco a cair na direção da linha do alvo, sem a cortar.

É por isso que o plano aparece por trás de tantos problemas de voo da bola. Um slice raramente é um problema de grip ou de «manter a cabeça baixa». É, muitas vezes, um problema de trajetória — e trajetória é o que o plano mede. Quando corre mal, corre quase sempre mal antes da descida, no arranque da subida.

  • O tracejado branco — a linha do teu shaft no address, prolongada. É o fundo do canal.
  • O tracejado verde — da cabeça do taco ao teu cotovelo de trás. É o topo do canal — o swing deve viver entre as duas linhas.
  • A trajetória — por onde a cabeça do taco passou realmente, colorida pela distância ao canal: verde dentro dele, laranja a sair, vermelho bem fora.
Gravação do ecrã da app, sobre um swing filmado down the line com o telemóvel. Neste swing a trajetória desce por baixo do canal quase toda a descida — o que a Golfective chama um swing flat: o taco a descer por baixo da própria subida.

Os números do plano do swing

O plano não é um número, e tratá-lo como se fosse é onde a maior parte dos conselhos se perde. Estes são os quatro que a Golfective reporta, com a referência que usa para cada um.

Percentagem dentro do plano
A fração da descida passada a menos de 5° do plano de referência. É o número da consistência — o que distingue quem bate bem na bola de quem não bate.
80%+
Loop
De que lado do caminho da subida o taco desceu. Positivo é por cima (over the top), negativo é por baixo (a aplanar). A app diz-te expressamente que ambos são assinaturas, não defeitos.
±5° (a descida refaz a subida)
Over the top
Quanto a cabeça do taco cruza por cima do teu plano do cotovelo na transição. Só é medido depois de definires a segunda linha — estar por baixo dela nunca é problema.
abaixo de 2°
Ângulo do plano
Quão inclinada vinha a trajetória da cabeça do taco na descida, medida em relação ao chão. Um número mais baixo é um swing mais deitado — mais flat. Por si só o ângulo diz pouco, por isso é sempre dado como diferença — em relação ao ângulo do shaft no address, ou à tua própria subida.
em relação ao address ou à subida
O que a investigação diz mesmo

O único estudo publicado a olhar para a direção do loop concluiu que ela não tem correlação com o nível de jogo. Bons jogadores fazem loop nos dois sentidos. Por isso a Golfective reporta o teu loop como assinatura — uma descrição de como fazes o swing — e nunca como cartão vermelho. Steep não é pior do que flat. É apenas teu.

Porquê duas linhas e não uma

Uma linha sozinha mede o desvio, não a direção. O desvio máximo é dominado pela transição, e um swing pode ler «steep» enquanto traz o taco por baixo do caminho que fez a subir.

Daí a segunda linha, da cabeça do taco ao teu cotovelo de trás no address. As duas formam um canal, e a pergunta deixa de ser angular para ser geométrica: a cabeça do taco ficou lá dentro, ou cruzou a linha de cima na descida? É isso que over the top é — e por isso o número só aparece depois de marcares o ponto do cotovelo.

Como medir o plano do swing com o telemóvel

O plano do swing exige uma vista down the line: câmara atrás de ti, alinhada com a linha do alvo. É o único ângulo que olha ao longo do plano, e por isso o plano lê-se como uma linha a que dá para pôr um número. De frente olhas de través para ele — vês o arco todo, mas não a inclinação.

Pousas o telemóvel, colocas-te à bola e assentas o taco atrás dela. A deteção automática do taco reconhece a cabeça do taco no address e começa a gravar sozinha; acabado o swing, pára e analisa. Não é preciso ninguém atrás da câmara.

O exercício

O relatório não pára no número: conforme o que os teus dados mostram, a app entrega-te o exercício que corresponde ao teu caso. O swing do vídeo acima, por descer por baixo do canal, receberia outro. Este é o de quem vem por fora — com o erro que quase toda a gente comete a fazê-lo.

Headcover por fora

6 minUm headcover, 15 bolas

Coloca um headcover (a capa do taco) um palmo atrás da bola, por fora da tua linha. 10 swings em falso a passar-lhe por dentro, depois 5 swings completos.

O que deves sentir

Passa-lhe por dentro. Nunca por cima.

Erro comum

Não exageres por dentro. Passar-lhe muito ao largo bloqueia a bola à direita.

Perguntas frequentes sobre o plano do swing

Qual é um bom valor de plano do swing?

Não há um valor único. O número a seguir é a percentagem dentro do plano: manteres-te a menos de 5° do teu plano de referência durante 80% ou mais da descida. No loop, um valor dentro de ±5° significa que o taco refaz essencialmente o próprio caminho, e o cruzamento over the top deve ficar abaixo de 2°.

Vir over the top é sempre mau?

Cruzar por cima do plano do cotovelo na transição produz a trajetória de fora para dentro que está por trás do slice e do pull — essa vale a pena corrigir. Já um loop steep, por si só, não é defeito: a direção do loop nunca foi associada ao nível de jogo em nenhum estudo publicado, e há muitos bons jogadores steep.

Qual é a diferença entre steep e flat?

Na Golfective são a direção do teu loop: steep é o taco a descer por cima do caminho que fez na subida, flat é a descer por baixo, e ambos vêm num único número com sinal. Os treinadores também usam as palavras para o ângulo do plano em si — um swing flat é o que fica baixo, à volta do corpo — e isso é a linha do ângulo do plano, mais acima. Nenhuma das leituras é defeito por si só.

Flat e preso por dentro são a mesma coisa?

Não. Flat é a direção do teu loop — o taco desceu por baixo do caminho que fez a subir — e por si só não é defeito nenhum. Preso por dentro é o que acontece quando isso vai longe de mais: o taco fica atrás do corpo na descida, os braços não têm espaço para acompanhar, e a bola sai num push para a direita ou vira num hook. Um é uma assinatura; o outro é uma armadilha.

Dá para medir o plano do swing só com o telemóvel?

Dá, a partir de um vídeo down the line. O plano de referência sai do ângulo do teu shaft no address, e a cabeça do taco é seguida ao longo do swing — não são precisos sensores, marcadores nem launch monitor.

Porque é que o meu plano do swing muda entre tacos?

E deve mudar. Um driver assenta com um ângulo de shaft muito mais deitado do que um wedge, portanto o próprio plano de referência é diferente. É por isso que a inclinação no address é reportada à parte, e que o histórico é guardado por taco em vez de misturar todos.

Vê os teus números de plano

A Golfective mede a percentagem dentro do plano, o loop e o over the top a partir de um vídeo de telemóvel down the line — e começa a gravar sozinha quando pousas o taco atrás da bola. Gratuita na App Store.

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